sexta-feira, 20 de novembro de 2009


O renascimento do Mengão de São Judas


Texto originalmente publicado no site da FIFA*

São Judas Tadeu é o santo padroeiro das causas desesperadas e, também, do clube que é a paixão de quase 40 milhões de brasileiros. E este clube se achava irremediavelmente mergulhado em uma dessas situações de desespero em agosto passado.

As chances do Flamengo de ganhar o Brasileirão, na verdade, pareciam extintas. Elas haviam sido praticamente enterradas após a derrota por 3x0 para o Avaí, time recém promovido à Série A, e um humilhante coro de “olés” vindo da torcida Catarinense parecia confirmar mais um constrangedor fracasso.

O gigante do Rio de Janeiro havia sofrido três derrotas em seguida. Ele se arrastava na 14a colocação, 13 pontos abaixo do líder do campeonato. Ele parecia ter perdido o tesão; ele parecia ter perdido a confiança. Uma reação parecia inconcebível; uma retirada desonrosa do campo de batalha era cada dia mais e mais provável.

Foi então que São Judas decidiu atender às preces dos Flamenguistas. E ele o fez através de um punhado de discípulos: a garra motivacional e a sagacidade tática de Andrade foi a força motriz do renascimento; o goleiro Bruno se tornou uma barreira quase impenetrável; Maldonado solidificou um turbulento meio de campo; Petkovic enganou quem pensava que ele era uma relíquia (o Sérvio fez 37 anos em setembro), jogando um futebol radiante; e o atacante Adriano, que foi um solitário (embora inconstante) brilhareco durante a primeira metade da campanha do Mengão, atingiu mais uma vez o ápice de uma carreira que muitos acreditavam encerrada.

A reação desde o pesadelo contra o Avaí foi impressionante. O Flamengo, apesar de ter tido uma desafiadora sequência de jogos, venceu dez, empatou três e perdeu apenas um em seus últimos 14 testes; esses resultados impulsionaram o time à segunda colocação no Brasileirão – apenas dois pontos atrás do líder São Paulo, faltando três rodadas para o seu final – e colocou seus torcedores em um estado de êxtase.

“Quem riu de nós agora está vendo que estamos perto do sucesso,” declarou Bruno. “Nós nunca deixamos de acreditar. Este é o resultado da união do time.”

Essa unidade ficou evidente quando o apito final decretou a vitória por 2x0 contra o Náutico em Recife no domingo, trazendo os jogadores em um círculo, braços em volta uns dos outros por quase um minuto. Este foi um pedido do no 1. “Eu disse que, naquele momento, o Rio de Janeiro estava pintado de vermelho e negro, e que os torcedores que estavam ali representavam uma Nação que precisava e merecia esse título,” Bruno explicou.

Apenas três rodadas restam para o Flamengo tentar suplantar o São Paulo (que está perseguindo um inédito 4o título brasileiro consecutivo), mas os presságios parecem vestidos em vermelho e preto enquanto o time busca seu primeiro título nacional desde 1992. De fato, dois dos jogos que ainda faltam ao Mengão vão ser disputados no Maracanã, onde ele venceu os últimos 6 jogos que jogou ali. E onde tem o apoio incondicional de massas de Flamenguistas que lotam o venerável estádio até o teto e promovem uma única, tempestuosa corrente de inspiração. O Tricolor Paulista, por outro lado, joga dois dos seus três compromissos fora de casa – e seis de suas sete derrotas até aqui aconteceram longe de seus domínios.

“Eu estou muito orgulhoso dos meus jogadores,” diz Andrade, que foi um icônico meio campo no Flamengo que conquistou tudo nos anos ’80. “Eles têm feito tudo certo até agora. Já faz muito tempo desde que o Flamengo não tem uma chance como esta, e nós temos que continuar avançando. A tensão aumenta a cada jogo. O São Paulo é um forte candidato e o título está nas mãos deles mas, se nós fizermos a nossa parte, quem sabe?”

Adriano, o artilheiro da competição com 19 gols, atribui o sucesso do Flamengo a seu técnico. “Nós estamos nessa posição por causa do Andrade,” ele diz. “Antes do jogo (contra o Náutico), eu brinquei com ele que, se ele precisasse, eu iria jogar na lateral esquerda (o titular Juan estava suspenso, e o reserva Everton Silva machucado). Este é o espírito deste grupo.

“Nosso objetivo é dar esse campeonato para a nossa maravilhosa torcida. Nós temos que nos concentrar no nosso trabalho e não pensar no nosso rival. Esse titulo vai ser o ápice da minha carreira.”

Uma declaração e tanto para o homem que venceu a Copa América de 2004 e recebeu o prêmio de melhor jogador do torneio, ganhou a Bola de Ouro e a Chuteira de Ouro da Adidas após o triunfo da Seleção Brasileira na Copa das Confederações da Alemanha em 2005 e ajudou a Inter de Milão a vencer três títulos do campeonato Italiano.

Todavia, considerando como parecia inconcebível o Flamengo vencer o Brasileirão três meses atrás, talvez a realização desta missão impossível seja mesmo vista como o a maior conquista da história para grande parte dos Flamenguistas – mesmo alguns daqueles velhos o bastante que acompanharam os anos de ouro de Zico, Júnior e etc.

A bola está com você, São Judas.


*tradução livre, leve, solta e meio vagabunda de Max Amaral. O site da FIFA não informa o nome do autor do texto.

O sobrenatural de Almeida



2009 vai passar e lembraremos deste fim de semana. Talvez dos outros 2, com maior ou menor ênfase. Mas este, dos dias 21 e 22 será o decisivo, no meu entender, pro Brasileirão.

E é nessa hora que entra em campo a nossa FÉ. Não os mosaicos, não as musiquinhas novas - vejam, não estou desmerecendo nada, ok? - tampouco os gritos de guerra.

É nessa hora que entram os dedos cruzados, as rezas, preces, pontos, orações, e claro, o radinho de pilha pra secar os adversários.

Hoje vi o Pet na Calçada, e gostei muito quando ele disse que pensa na Libertadores. Isso muito me agrada, pois mostra o foco do grupo. O "um passo de cada vez", ou o "uma rodada após a outra". Mostra que todos estão centrados, fechados, e sem o tal do oba-oba da torcida.

Fé. Tenham Fé. Acreditem. No jogo contra os bambis, eu entrei no Maraca e tomamos o gol. Pensei: "além de entrar 10 minutos atrasado ainda tomo o gol. Isso não é um pé frio, é uma plataforma ambulante de gelo". Mas tudo deu certo. Passe o jogo rezando inconscientemente, sem saber que chegaríamos aqui, nesta rodada, em segundo lugar.

Acreditemos, pois, nos jogadores. Do 1 ao 22 (metáfora pra numeração que vai a 56). Acreditem em todos que vestirem o Manto. Acreditem no Manto. Chegamos bufando no cangote, dando unhada no tornozelo. Agora, é com a gente.

Acreditem. Pois o rubro-negro de verdade jamais perde a esperança. Jamais desiste. Jamais se atira do precipício.

O rubro-negro de verdade é você. Que compra ppv, que vê pelo justin, que deixa a esposa em casa no domingo pra ir pro boteco da esquina. Que junta centavos pra comprar o ingresso. E esse rubro-negro merece o título.

E ele virá.

Acreditem.


EMBAIXADAS DA NAÇÃO - O FLAMENGO ONDE VOCE ESTIVER

Por Vinicius Nagem


Amigos do Blog da FlamengoNet,

A nossa história desta sexta-feira será contada pelo meu dileto amigo Marcos Souza, mais conhecido como Markim, Fundador e Presidente da FLA São Luís / TONU. Tenho um carinho especial por essa Embaixada, haja vista que residi por muito tempo na Ilha de São Luis do Maranhão, onde tenho familiares e vínculos profundos de afetividade e boas lembranças. Desde o início, tentei ajudar ao máximo a formação desse grupo, porque sabia do imenso potencial que o Maranhão tem, com uma gigantesca torcida flamenguista em todos os seus municípios. Curtam mais essa narrativa e vejam como o Flamengo é chama de paixão que queima em todos os Estados da Federação, indistintamente.


FLA SÃO LUIS – O MENGÃO PRESENTE NA ILHA DO AMOR
* Marcos Souza – Presidente da Fla São Luis

É impressionante como um clube de futebol pode proporcionar muitas alegrias em nossas vidas.

No inicio de 2006, um grupo de amigos Flamenguistas corria a cidade toda atrás de um local para assistir aos jogos do Mengão em dias que não passasse na TV aberta. Visitamos vários bares, restaurantes e até mesmo casa de amigos, tudo isso para ver o nosso querido Mengão jogar.
Na final da COPA DO BRASIL em 2006 contra o Vasco da Gama, resolvemos fazer uma festa na casa do nosso grande amigo (hoje vice presidente) Gustavo Bezerra da Silva (até onde nós sabemos não existe parentesco com o Bezerra da Silva, sambista rsrsrs). Foi uma linda festa e a casa ficou totalmente tomada por Flamenguistas amigos e até mesmo desconhecidos. A partir deste dia uma semente foi plantada.

Em uma de nossas aventuras por bares, restaurantes e clubes da cidade - à procura de um local legal para assistir aos jogos do Flamengo - encontramos em um bairro vizinho a nosso, um Bar onde passava os jogos do Mengão e do Campeonato Brasileiro em geral. A partir daí começamos a assistir os jogos do Mengão neste local. A cada jogo o número de Flamenguistas aumentava , conhecemos outras pessoas tão apaixonadas pelo Mengão quanto nós e isso nos incentivou a cada vez mais nos encontrar naquele Bar, chamado de Bar do Paulo no bairro do Bequimão.

Naquele ano, o Campeonato Brasileiro não foi muito bom para o nosso time, mas graças ao Flamengo, nasceu uma amizade entre um grupo de amigos e do nascimento dessa amizade, explodiu o amor pelo Flamengo.Já em 2007, no Campeonato Carioca, em todos os jogos do Flamengo, sempre nos encontrávamos no mesmo local para prestigiar nosso time, mais pessoas se interessavam e participavam da nossa festa, pessoas como Alessandro, Rafael (Juan), Herotides Jr. (Maluquinho), Marcelo Arrais, Fernando Nilston, Diegão, Gustavo, Marcos, Pedrinho, André entre outras. Todos foram importantes na formação da torcida, que aos poucos ia se soltando, cantando, vibrando e empolgando a vizinhança. Logo começou a se espalhar pela cidade nossa alegria e a maneira contagiante de torcermos. Como não tínhamos instrumentos, nós usamos um tantã e um pandeiro para ajudar nos cânticos, logo depois o Gustavo comprou um “BUMBO” para a torcida que também ganhou de Rafael um Repique.

Mas foi nas finais do Carioca 2007 que nosso grupo se consolidou e já pensávamos em criar uma torcida. Mesmo com algumas críticas, mas muito incentivo, corremos atrás do nosso sonho, em reuniões definimos um nome: TORCIDA ORGANIZADA NINHO DO URUBU - T.O.N.U. Nasceu assim a nossa torcida no dia 28 de Outubro de 2007.

Logo após a criação do nome da torcida, corremos atrás da confecção das nossas camisas, pois precisávamos de capital para manter a torcida e se não fosse pelo nosso amigo Marcelo Arrais - um dos nossos fundadores - talvez a camisa demorasse mais tempo para sair, pois foi do seu bolso que saíram nossa primeiras 30 camisas, inspiradas no modelo reserva da Nike. As vendas foram um sucesso e logo precisamos mandar fazer mais para atender a demanda.

No Brasileiro de 2007, nossa torcida junto com a arrancada do Mengão rumo a Libertadores, empolgou centenas de pessoas, colocando praticamente cerca de 300 pessoas por jogo no Bar do Paulo, que logo ficou conhecido como Ninho do Urubu. A agitação e animação era muito grande, por onde se olhava víamos torcedores com nossas camisas. Com a classificação do Mengão para a Libertadores 2008, nossa expectativa aumentou bastante.Em 2008, ainda na parceria com o Bar do Paulo no Bequimão, a empolgação continuava e cada vez mais pessoas nos acompanhavam, veio o BI-Carioca e o início maravilhoso do nosso Mengão no Brasileiro. Aos poucos nossa torcida também ficou conhecida pelo Brasil, a começar pelo site do Flamengo onde fomos surpreendidos com uma pequena mas importante matéria sobre a nossa torcida na AGÊNCIA FLA. Até que conhecemos o PROJETO EMBAIXDAS DA NAÇÃO, por meio do Jornalista Ricardo Perez do Rio de Janeiro.

Começamos a procurar informações sobre como se tornar uma Embaixada da Nação, enviamos vários emails para a Letícia, contamos nossa história e enviamos fotos e vídeos.Em Outubro fomos surpreendidos por um e-mail, onde o Flamengo nos dizia que seríamos contemplados como EMBAIXADA DA NAÇÃO, foi uma alegria geral e logo divulgamos para todos os nossos membros. Tivemos que mudar de nome passando a ser chamada FLA-São Luís / T.O.N.U. Não esquecendo das nossas origens.

Como a torcida havia crescido muito, resolvemos então realizar um cadastro para que pudéssemos gerenciar melhor os nossos membros, então começamos a fazer as carteirinhas de sócio, de inicio mais de 20 carteiras foram confeccionadas, criamos um banco de dados virtual e também nosso primeiro domínio na internet, http://www.ninhodourubu-ma.com/.

A partir daí, começamos de fato a nos organizar, nossos sócios recebiam por emails, notícias sobre o Mengão e sobre a torcida, nosso perfil do Orkut e comunidade aumentaram consideravelmente. Mas não foram só de alegrias que a nossa torcida viveu, tivemos muitos problemas com o dono do Bar que, não entendemos até hoje. Ele sempre reclamava da nossa torcida, apesar de levarmos cerca de 300 pessoas para o seu bar, mesmo em dia de jogo televisionado, onde o consumo praticamente quintuplicava e mesmo assim ele demonstrava insatisfação, por várias vezes tentamos reformar o local, tudo patrocinado pela torcida, mas infelizmente o proprietário não queria nossa ajuda, a estrutura do seu bar era muito ruim, a começar pelo banheiro que era apenas um e em péssimo estado, o local era muito pequeno e já não nos comportava mais. Começamos então a pensar em uma nova casa para 2009.

A nossa maior conquista ainda estava por vir, em 15 de Novembro de 2008, numa solenidade na Gávea nossa torcida juntamente com mais 12 outras espalhadas pelo Brasil (FLA-Bahia, FLA-Fortal, FLA-Jacobina, FLA-GV, FLA-Vitória, FLA-Minas, FLA-Sertão, FLA-Manaus, FLA-Juazeiro, FLA-Blumenau, FLA-Recife e FLA-Joinville) foi oficializada pelo Presidente Márcio Braga como EMBAIXADA DA NAÇÃO, nos juntando ás 05 primeiras Embaixadas (FLA-Paraná, FLA-Sampa, FLA-Brusque, FLA-Lages e FLA-BH) neste seleto grupo.

Após a grande vitória sobre o Palmeiras (5x2) com show de Ibson, voltamos à nossa realidade e como havia afirmado anteriormente, nossa parceria com o dono do Bar do Paulo, havia terminado, uma discussão entre ele e alguns membros da diretoria que não foram ao Rio, culminou no fim de uma parceria de 02 anos. Os dois jogos restantes resolvemos assistir com os companheiros dos bairros Cohatrac e Angelim.

Em 2009 iniciamos o ano sem um local definido para nos reunirmos, foi quando conhecemos um local chamado Bar Daquele Jeito no Bairro do Vinhais. Era um local onde nas noites de quinta tinha sertenejo e nas noites de sexta , pagode, muito movimentado e muito estruturado. Um dos garçons que freqüentava nossa torcida no Bequimão nos reconheceu e perguntou onde iríamos assistir jogos do Carioca, sabendo que estávamos sem local definido ele me propôs conversar com o proprietário do bar, Diego Valente um Flamenguista fanático, para tentar levar a nossa torcida para lá. Naquela mesma noite de sexta, conversamos com o Diego e marcamos uma reunião para tentar fechar a parceria.

Ele nos mostrou o projeto do novo bar que começara a construir, três vezes maior do que o bar atual que ficava dentro de um centro comercial, ficamos animados e fechamos a parceria, que vem dando certo até hoje.

Logo nos primeiros jogos do Carioca cerca de apenas 30 pessoas compareciam, alguns já até pensavam em voltar para o Bequimão e tentar reatar a parceria com o Bar do Paulo, mas outros ainda esta tinham esperança de que nossa torcida voltaria a ser o que era antes. O primeiro turno veio com uma campanha medíocre do Mengão e a desconfiança aumentava. Foi quando nas finais da Taça Rio as coisas começaram a mudar, a torcida triplicou da noite pro dia e o número de associados passou de um pouco mais de 100 para 200 em apenas 3 semanas. A torcida voltava aos seus dias de glória e o Mengão começou a jogar bola.
Na final do carioca, mais de mil pessoas compareceram em nossa sede para prestigiar o nosso Mengão levantar a taça de Penta-TRI em cima do Botafogo, foi uma alegria enorme. A partir daí voltamos a ser comentados na cidade e a galera a cada jogo, aumentava mais.

No final de Julho, o proprietário do Daquele Jeito inaugurou seu novo bar, conseqüentemente nossa nova sede, um espaço para 1.500 pessoas em pé, com uma mega estrutura, telão de 200”, 02 TV’s de Plasma e música ao vivo depois dos jogos do Mengão.

A partir daí, nossa torcida passou de mais de 200 sócios para quase 500, todos cadastrados e com suas carteiras de sócios.A FLA São Luís hoje conta com a maior estrutura para jogos da cidade, cerca de 470 sócios ativos, atrações para a massa Flamenguista em dias de jogos, bateria nota 10 animando a torcida durante os jogos, reuniões semanais, atividades sociais entre elas: Campanha Nacional do Sangue Rubro Negro, Campanha Criança Feliz e a nossa próxima campanha do Natal.

Contamos com um diretoria ativa: Marcos Souza – Presidente, Marketing, Eventos, TI e Financeiro, Gustavo Bezerra – Vice Presidente e Logística, Carlos Magno – Financeiro, Bruno Balata – Marketing, Fernando Nilton – Relações Públicas e Marketing.

Queremos agradecer primeiramente ao RICARDO PEREZ, pois ele foi que mais nos incentivou a participar das Embaixadas, um muito obrigado amigo. Agradecer ao Mário Cruz que sempre se dedicou às Embaixadas e principalmente ao Flamengo, ao Vinicius Nagem que foi um dos primeiros a participar do projeto. E um agradecimento especial àqueles que fizeram da TONU – Torcida Organizada Ninho do Urubu, uma realidade (Rafael Juan, Marcelo Arrais, Diegão, Nilson, Alessandro, André, Pedrinho, Junhão, Paulo, Diego Valente que nos recebeu de braços abertos, Bruno Balata, Carlinhos, Marcelo Preto, Alexandre e a nova geração que está chegando a TONU).

Essa é a nossa história.

SRN

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A saga do Manto Gigante

Meu grande abraço e parabéns aos amigos Wagner e Leandro (e equipe, obviamente), da Espalhe, que fodarizaram o Rio de Janeiro nesta terça-feira.

Aqui você encontra um pouco mais desse sensacional case de sucesso relacionado ao Mais Querido do Mundo.

O Encouraçado Rubro-Negro



Na dialética narrativa da épica história dessa força chamada Flamengo as palavras "medo" e "força" sempre estiveram interligadas. Tal qual a burguesia, estado e o lado negro da força, o lado esquisitão bagaraio de lá, sempre tentou dominar o irrefreável e sempre temeu o dia em que não ia conseguir. Na real, "tremeu" é um vernáculo exagerado para o mais apropriado: "se cagam todas".

Sergei Eisenstein não conheceu o Flamengo, mas entedia pra cacete de cinema. Se vivo fosse, saberia direitinho explicar a relação entre o clímax e nobre desporto bretão. Nas vertentes eisenstenianas não faria sentido um campeão sem emoção. E, convenhamos, torcida que vai na final, time que joga feio e ter o goleiro como ídolo-mor é o epitáfio do que homens de bem chamavam de esporte do povo.

Não é à toa que os caras não aprenderam a ganhar e nem sabem perder: nunca choraram de alegria numa sala de cinema ou em um estádio de futebol. Na boa, não tenham raiva desse pessoal. É pra ter pena mesmo. É uma versão ad infinitum daquela parte do desgosto profundo que fala o hino. Misericórdia.

Daqui pra frente não há muito o que se reclamar do lado de cá. Aliás, talvez haja. Assim como o nobre marinheiro Vakulinchuk no crássico Encouraçado Potenkim, a gente vai botar a boca no trombone. Vamos gritar mais ainda. Vamos falar alto pra burro. A diferença entre a gente e a turma iXxXqUisItoOonaA que curte Lua Nova e os seus vampirinhos é que a gente não grita no fim, a gente não grita pra fazer #mimimi. Na tese e antítese inabaláveis desse baluarte eterno conhecido como fuderosão a gente grita o tempo todo.

É bom saírem da frente. E tapem os ouvidos para não ficarem surdos. A gente tá chegando e não vai pedir licença.

¿ POR QUÉ NO TE CALLAS?

Uma coisa é acharem que há injustiça, parcialidade ou coisa pior por parte do STJD. Os torcedores sempre vão achar isso, seja para que time torçam. Jornalistas os há de todos os tipos: haverá, seguramente, os parciais e os comprometidos, aqueles que se comportam como meros torcedores de um time ou de uma Federação. Faz parte.
Agora, outra coisa muito diferente é dirigentes irem para a imprensa e começarem a levantar suspeição de favorecimento ao Flamengo da forma explícita e aberta como está sendo feito. Aí, acho eu, cabe interpelação nos foros adequados. Há fatos? São comprováveis? Podem ser mostrados fisicamente em um tribunal? Se não há, cabe agir, dentro da lei. Calúnia, difamação, falso testemunho, incitação à violência, etc. Escolham o que, e ajam. Não podemos ficar tomando chumbo de graça, calados e passivos dessa forma. Há duas conseqüências caso isso continue como está: a primeira é a intimidação de juízes, auxiliares, membros dos tribunais esportivos, etc. Não é bom, não é nada bom. É muito arriscado, isso sim. A outra conseqüência é aquela que deriva do antigo ditado “quem cala, consente”. Vamos ficar com nossa conquista, seja ela o título ou a classificação à Libertadores, sob essa suspeita absurda, sem reagir? Lembrem-se de Goebbels, Propagandaminister de Adolf Hitler, e de sua célebre frase: “uma mentira cem vezes dita, torna-se verdade".

Sai do chão, sai do chão (sem tirar os pés da chom)

Sou um réu confesso: anda cada vez mais difícil não pensar na taça. Os astros conspiram, os concorrentes não transpiram, e nós, no sapato total, simplesmente fazemos o dever de casa.

Faz algum tempo que canto a bola dos porcos. Quando foram derrotados pelo Fuderosão, comentei com alguém - que naturalmente não me lembro - que o elenco tava quebrado. Se responsa do seu ex-arrogante-atual-sandália muricy, se culpa dos jogadores, pouco me importa. Mas os caras perderam fôlego.

E nós? Well, nosso tubo de O2 bombando geral, e nego correndo como se uma salada de frutas feminina estivesse no gol adversário.

Hoje vimos o stjd punir 3 jogadores dos bambis. Na boa, não acho que farão falta. O que realmente tem que fazer falta no domingo é a tranquilidade. A pressão sobre o bostafogo tá cada vez maior, ainda mais que o fruzinho embalou, e provavelmente deve porrar o já rebaixado bizarro time da ilha do retiro.

Po, Alex, tu só tá falando dos outros? Tô sim.

Tô pois ainda dependemos de resultados pra chegar no topo. E se tem uma hora pra eles acontecerem, é agora. O time da torcida auto-encoxadora fez seu papel, e já tirou mais um concorrente.

E claro, temos que fazer a nossa parte. Isolar o grupo desse mimimi de jogador A falando que vai calar o Maraca, de jogador b dizendo que tem teoria conspiratória de Lost pra gente levar, etc.

Temos que ganhar. Simples assim. Ganhar até o fim. Se os orixás nos olharem, o caneco virá.

Acreditem.

Tenham FÉ.

Pois a FÉ é inerente à nossa torcida.

E os de pouca FÉ...bom, esses não tem o direito de ser rubro-negro.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Curto e grosso

Adianta xingar federação chilena, bielsa ou seja lá quem for?

Não.

Adianta, sim, unir ainda mais o grupo e fazer o possível e o impossível pra colocar a faixa de campeão no chileno.

É assim que os grandes se comportam.

Sem choro.

Com garra, com vontade.

E nada mais digo.

Curtas

1- Corinthians x Flamengo
, partida válida pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, no próximo dia 29, será realizada no estádio Brinco de Ouro, em Campinas, no interior paulista.

2- O volante rubro-negro Maldonado
se destacou no amistoso de hoje em que o Chile venceu a Eslováquia (2 a 1). A nota preocupante é que o jogador, mantendo a tradição dos selecionáveis do Mengão, saiu com uma lesão "grave" no joelho esquerdo, segundo a imprensa chilena. Torcer para que não seja grave.

FLAMENGO, contra tudo e contra todos nessa reta final.

Alfarrábios do Melo

Olá, saudações rubro-negras a todos. Grudamos na traseira do líder. Estamos babando, dando seta e farol alto. É melhor sair da frente. Deixou chegar...
Enquanto isso (e esperando que o time mantenha a humildade, afinal não ganhou nada, e o espírito de vencedor, afinal agora é reta final), deixo aqui a terceira parte da história do tetracampeonato brasileiro, ganho em 1987. Nesse texto, o time começa a arrancada que o levaria ao título. As outras partes estão aqui. No negrito, vídeos. Então, boa leitura.

Campeonato Brasileiro de 1987 – Parte 03

Após viver um período de intensa turbulência, onde viu seu cargo seriamente ameaçado, Carlinhos finalmente voltava a ter a maioria dos titulares à disposição. Leandro, Bebeto, Edinho (recuperado da fratura no malar provocada pela covarde agressão de Geovani), todos estavam de volta. Apenas Zico ainda estava fora, mas a perspectiva era de breve retorno. Com isso, o Violino pôde montar uma equipe mais robusta, quase dentro de sua concepção, para a primeira partida do returno, o difícil clássico contra o Botafogo.

O rival vivia um clima de euforia e esperança. O forte time montado pelo bicheiro Emil Pinheiro (destaque para o goleiro uruguaio Alves, o lateral Josimar, o zagueiro W. Gottardo, os volantes Luisinho e Carlos Alberto e os atacantes Maurício e Berg, este em grande fase) dava sinais de que estava se encontrando. Invicto há três partidas, havia calado o Morumbi, dando um chocolate no São Paulo (2-0), resultado que eliminou os paulistas do primeiro turno. Diante das más atuações recentes do Flamengo, setores da imprensa passaram a apregoar amplo favoritismo ao Botafogo, o que contagiou sua torcida, que compareceu em massa ao Maracanã, chegando a dividir o estádio com a torcida flamenga (o que hoje soa absurdo) e quebrando o recorde de público, até ali, da competição, cerca de 73 mil torcedores. Tudo parecia indicar uma atuação de gala do Botafogo.

Mas faltou avisar ao Flamengo. Mordido com o favoritismo botafoguense, o time entrou muito determinado, com faca nos dentes e sangue nos olhos. Com Bebeto no meio, Kita no comando do ataque e Aírton no lugar de Leonardo na lateral (Carlinhos estava preocupado com Maurício, mas depois mudaria de idéia e devolveria a posição a Leonardo), o Flamengo finalmente conseguiu conjugar força ofensiva a uma marcação implacável. O enganoso placar de 1-0 (num gol improvável de cabeça de Jorginho, fechando no primeiro pau para escorar um escanteio) não refletiu o verdadeiro massacre técnico imposto pelo rubro-negro, com direito a três bolas na trave e várias oportunidades cristalinas desperdiçadas, o que aliás era a marca registrada daquela equipe. Restou aos botafoguenses saírem cabisbaixos do estádio, agradecendo o magro placar e os ferimentos leves.

Mas logo viria a ducha de água fria, na partida seguinte, também no Maracanã. Jogando um futebol horroroso, preguiçoso e sem imaginação, o time parou na forte retranca montada pelo Grêmio de Luís Felipe Scolari (onde despontavam nomes como Mazarópi, Bonamigo, Cuca e Valdo). Os gaúchos chegaram a abrir o placar, mas o Flamengo, três minutos depois, chegou ao empate com um gol de pênalti (maroto) cobrado por Andrade. Após o frustrante 1-1, a equipe foi ao Mineirão, enfrentar o bicho-papão do campeonato. Edinho, fora, foi substituído por Zé Carlos II. E justamente num lance bobo, uma falha de comunicação entre o zagueiro reserva e seu homônimo goleiro (o famoso “deixa que eu deixo”), o time acabou derrotado por 1-0, gol do meia Renato (que atuava improvisado no comando do ataque). Não adiantou a boa atuação, as chances de gol criadas, o fato de ter encarado o melhor time (até ali) da competição de igual para igual num Mineirão com 50 mil. O time havia perdido, a situação na tabela começava a ficar delicada. Era necessário engrenar. Era preciso um fato novo.

Zico. Finalmente a camisa 10 voltava ao seu eterno dono, recuperado de um problema muscular que o alijara de boa parte da competição. O Galinho voltaria contra o Palmeiras do jovem Zetti, de Edu Manga, Tato e Bizu, que começava a despontar como um dos adversários diretos à conquista da vaga (havia desperdiçado oportunidade preciosa, ao perder para o Bahia em pleno Parque Antarctica). Finalmente, Carlinhos tinha à sua disposição todos os titulares. A resposta seria vista no campo.

Sábado à tarde, tempo nublado, 31 mil. Apesar do triste confronto entre as torcidas (que trocaram sopapos, fogos e pedradas), o espetáculo visto em campo foi de gala. Após alguma dificuldade na primeira etapa, o Flamengo dominou inteiramente as ações no segundo tempo, Renato Gaúcho se movimentava em todas as partes do campo, levando consigo uma mensagem de terror e pânico aos zagueiros palmeirenses. Contrapondo a explosão de músculos e velocidade de Renato, Zico regia o ímpeto dos garotos com passes desconcertantes. Mas é Leandro quem começa o lance decisivo. Recebe no meio, arranca com a bola dominada, vai perfurando a cidadela verde. Perde o equilíbrio, deixa com Renato, que contraria todas as leis naturais e passa por dentro de três zagueiros, abre uma cratera na força, no talento e na raça. Agora só resta o impotente Zetti, que dá o salto protocolar, apenas para tornar mais belo o foguete que o corisco Renato atira às redes palmeirenses. 14’, Flamengo 1-0. O estádio canta, pula, dança, celebra a vantagem. Mas há mais. Zico inicia uma jogada que para nos pés de Bebeto, que acerta uma bomba no travessão. Na sobra, bola com Zinho, que cisca e deixa com Zico, aberto na esquerda. Um ponta normal driblaria, cruzaria, algo assim. O Galinho dá um passe cerebral, macio, cínico. A bola atravessa toda a defesa e descai sem peso, sem identidade, abandonada na cabeça de Aílton, que fulmina e decreta 2-0, aos 19.

Com uma orquestra de 30 mil vozes entoando “Mengôôôô”, o baile continua. Leonardo rouba bola na intermediária, dá a Zico, que com leve meneio entorta Ditinho. O volante Lino vem ao seu socorro, só para levar outro “come” sensacional do Galinho, Ditinho cobre, leva outro drible. É o estado da arte do futebol, puro jogo de bola. A multidão enlouquece, não sabe se aplaude Zico ou continua acompanhando o lance, pois a bola já está com Bebeto, que recua a Andrade. Meu Deus, é muito craque junto! O Tromba ergue o rosto e inclina o corpo. Lá vem... Não dá outra, lançamento sensacional de 40 metros a Renato, que arranca pela esquerda. O zagueiro palmeirense vem cauteloso, preocupado. Renato não tem piedade, enfia-lhe a bola nas canetas, ri-lhe da cara, avança livre em direção à área. Cruza de trivela. O volante Gérson Caçapa consegue chegar antes e mandar o pesadelo a córner.

O jogo segue, o Flamengo continua desperdiçando chances com inacreditável benevolência. O miolo de zaga palmeirense bate cabeça, bêbado, trêmulo com o espetáculo. O torcedor do Palmeiras olha prum lado e vê os lançamentos de Andrade. Muda o enquadramento e aparece a classe de Leandro. Mais adiante, a correria e os toques precisos de Bebeto e suas triangulações inteligentes com Jorginho. E sofre, sofre até as entranhas com o futebol amoral, imoral e obsceno de Renato, o senhor absoluto das ações em campo. Os dribles, arrancadas e provocações de Renato reduzem a defesa paulista a nada. E, como se não bastasse, ainda há Zico, no esplendor da maturidade, com uma motivação juvenil, exibindo seu futebol de monarca de uma nação lânguida em reverências ao seu herói. Diante de tanto craque, ao torcedor palmeirense só resta rezar fervorosamente para que aquilo acabe, e buscar no colo da mãe o alívio para a traumática derrota.

E os 2-0 seriam mesmo o placar final, apesar da verborrágica quantidade de gols perdidos pelo ataque flamengo. Mas o torcedor saiu satisfeito do estádio, feliz com a goleada (sim, foi 2-0, e daí? há goleadas que não precisam ser traduzidas em gols). E principalmente com a volta do astro maior. Porque sem Zico, o Flamengo era “apenas” um time forte, competitivo. Com o Galinho, voltava a ser um esquadrão.

A arrancada ia começar.


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